todo amor
sem dor
não é amor
é só adorno.
Giovanni Venturini - 23/01/2014
27 de janeiro de 2014
16 de janeiro de 2014
Circo A(r)mado
**Mas na verdade parte da minha inspiração veio do clássico poema "Quadrilha" de Carlos Drummond de Andrade, só que na versão Circo.
E coincidentemente (ou não) assisti um filme insano e incrível hoje, que tem muito haver com o poema que fiz dias atrás. O filme chama-se "Balada Triste de Trompeta" do cineasta espanhol Álex de la Iglesia (procurem, assistam que é incrível).
Circo A(r)mado
O amor ergue a lona
anda na corda bamba
devagar se equilibra
para não estragar a cena.
A contorcionista faz de tudo com seu corpo
só não domina as contorções e contrações
do seu coração teimoso.
O homem mais forte do mundo
em seu trailer parece frágil
sonha em encontrar uma moça
que enxergue a sua beleza
e não tenha medo da sua força
Já a senhorita do tecido
é perita em se enrolar
nos lençóis de quem lhe desejar.
A trapezista apaixonou-se pelo mágico
mas este só a deixou iludida
disse que a amava para toda a vida,
logo depois que mais nada sentia
e com um truque ilusionista
passou a se atracar com a moça da bilheteria.
A mulher barbada
quer se depilar
e ficar mais sensual
para ver se conquista
o cara da perna de pau.
Este por sua vez,
se apaixonou pelo atirador de facas.
Que tremenda enrascada,
pois o cabra é macho,
não tira a peixeira debaixo do braço
e com a moça da cama-elástica ele tá de caso.
A engolidora de espadas
tá cuspindo fogo de raiva
e não engole essa história
de que o domador quer ficar só.
Mas o que ele tem é medo de amar
porque esse é o único bicho que
não consegue domar.
Certa vez o apresentador
presenciou uma cena sem igual:
todos os 4 malabaristas
praticando sexo grupal.
Era um tal de bolinha no chão, clave na mão,
e aro para tudo quanto era lado.
O apresentador correndo assustado,
entrou no trailer errado
e acabou consolando
o homem bala e seu canhão calibrando.
Agora esperto mesmo é o anão
que com ninguém dali se envolve
mas no fim de cada sessão
com alguém da plateia se resolve.
Todas curiosas com o tamanho
e seu desempenho
ele disposto em saciar a curiosidade,
leva todas as mocinhas da cidade
para o número mais aguardado
ao término de cada espetáculo.
Ah, o palhaço sempre tão hilário
porém tão solitário.
Já amou a todos daquela lona,
mas não levou nenhum romance à tona.
Prefere sonhar acordado
Com cada um e cada qual,
todos juntos ou individual
do que se envolver de verdade
quebrar a cara e se dar mal.
É o único que é livre do amor
e tem o amor livre de si
mas como qualquer outro dali
por amor chora e também sorri.
Seja por
enroscos ou choros,
carícias ou gozos
sabemos que chegou ao fim
pelo som dos aplausos
e as lágrimas no rosto.
Giovanni Venturini – 12/01/2014
11 de janeiro de 2014
Passou e ficou - para Ned
Nada falta à vida
para ser injusta
Nada fica à altura
dessa falta que a vida faz
Nada passa despercebido
aos ouvidos de quem faz da vida
uma passagem e Nada mais.
Tudo passa sem se prender
Tudo fica sem se perder
Tudo que passou
ficou e ficará em você.
Ajoelham-se para lhe ouvir nos olhos
ver a altura da sua voz
e compreender
que a vida que passa
é muito mais vivida
que a vida que fica
sem graça
despercebida.
Para Ned – Giovanni Venturini 09/01/2014
6 de janeiro de 2014
Pedido
Era um mar de estrelas no céu.
Nunca tinha visto o céu tão claro
às 2h da madrugada.
Não acostumado com isso,
buscava olhar o negro do céu branco.
Somente onde não havia estrelas.
Chegou a ver uma estrela cadente,
mas fingiu que não.
No mundo dele não existia estrelas no céu
e muito menos cadente.
Mesmo assim fez o seu pedido em segredo.
Giovanni Venturini - 28/12/2013
24 de dezembro de 2013
Retroexpectativa
Eu poderia ficar horas escrevendo todas as minhas conquistas
e relembrando e agradecendo tudo de bom que passei esse ano. Além do que, eu
poderia falar dos meus planos e projetos para 2014.
Poderia declarar que foi um dos anos mais importantes por
estar de vez me dedicando à profissão que sempre sonhei, que é a de ator.
Poderia falar da grande oportunidade de participar de uma
peça ao lado de grandes artistas, que hoje além de ídolos são meus amigos, da
incrível bandaMIRIM.
Poderia agradecer as poucas, porém excelentes apresentações
do espetáculo que amo de paixão – A Roda da cia Circodança
Poderia também me empolgar ao contar do meu primeiro job na
publicidade, que foi o comercial “Estilômetro da Honda”. Um universo, no mínimo
diferente do que estava acostumado, e que também adorei.
Poderia contar que a cada dia mais o meu preconceito com a
TV se quebra. E que é um universo que quero sim desvendar e estar mais
presente.
Poderia contar também que fiquei ainda mais feliz em saber que
a série “Família Imperial”, a qual fiz parte, neste ano de 2013 foi comprada e
começou a ser transmitida pela Disney Channel.
Poderia contar algumas outras aventuras que tive pela TV
esse ano, algumas que já foram e outras que ainda não foram ao ar.
Poderia falar sobre a minha empolgação em ser convidado para
participar de um projeto intenso e “longo”, além de diferente do que estou
acostumado. Uma peça adulta, incrível e com um elenco maravilhoso. Aliás,
poderia falar dela para instigar vocês a assistir ano que vem. Aguardem
notícias de “Oliver”.
Além de tudo isso, eu poderia contar com uma alegria imensa
que enfim terminei o meu TCC, e fui aprovado. Que agora eu tenho um curso
superior, tudo bem que é em Turismo, que eu nem trabalhe mais na área, e não pretenda
voltar para ela nunca...mas enfim conclui uma etapa que não poderia deixar
aberta.
Poderia contar com muito entusiasmo o presente de
aniversário que ganhei do Danislau e de todos os meninos da banda Porcas
Borboletas, que foi participar de um show deles!
Poderia também dizer o quanto a minha relação com a escrita,
que é outra grande paixão, se estreitou e tem me despertado ainda mais o desejo
de me aprofundar nessa área.
Poderia dizer que foi muito importante começar a participar
mais de saraus, slams e inclusive ser convidado a ser o “guru guri” do Menor
Slam do Mundo. Dizer o quão motivador e importante foi conhecer poetas e
escritores magníficos e me envolver ainda mais no universo literário.
Poderia contar com entusiasmo os meus planos com a escrita
para 2014. Mas apenas digo aguardem.
Poderia contar com igual, ou ainda mais, entusiasmo os
milhares planos e projetos para o teatro e para a TV que tenho engatilhados,
acordados, esperando respostas, e até mesmo apenas no plano das ideias. Mas
insisto em pedir para que aguardem...
Enfim, eu poderia falar sobre tudo isso, e agradecer a todos
que conheci, e que de algum modo foram importantes para mim nesse ano, e fazer
um discurso piegas e longo, mas não farei isso.
Resumirei apenas em:
2013: Ano da transição
2014: Ano da confirmação e da colheita.
25 de novembro de 2013
Ressaca
sinto aquela mesma saudade e melancolia de ver um barco se
afastando do cais
embebedo-me
seja por ela ou simplesmente por não tê-la
a cada noite o mar está de um jeito imprevisível
e a cada manhã é uma ressaca diferente
Giovanni Venturini – 14/10/2013
12 de novembro de 2013
Matando o tempo
eu tento
matar o tempo
mas ele sempre
ressuscita
mais lento
Giovanni Venturini – 07/07/13
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